Crenças populares dos moradores da localidade

“Uma das coisas interessantes dos últimos meses foi conhecer as crenças e as opiniões das pessoas que moram na nossa localidade, em Alto Boqueirão. Isso foi possível graças a uma atividade do curso de aprendizagem profissional realizada durante a greve dos caminhoneiros. A tarefa era conversar com vizinhos e familiares sobre como eles se curavam, os tipos de chás que eles tomavam ou as ervas usadas para fazer remédios caseiros. Surgiu uma conversa sobre as crendices populares e aí nossa educadora incrementou a tarefa com pesquisa sobre as crenças de antigamente e se os entrevistados acreditavam nelas. Eu e a minha colega Vanessa de Oliveira elaboramos o roteiro de perguntas e partimos para as casas da vizinhança. Era um dia de chuva, ruim para sair, mas conseguimos fazer a pesquisa com 10 pessoas. Tomamos chimarrão e demos algumas risadas com os vizinhos, que nos receberam muito bem. Tiramos fotos e anotamos as histórias relatadas, coisas que os pais deles contavam, as crenças populares que eles acreditavam e as que eles duvidavam. Descobrimos que até hoje são usados diversos tipos de chás e que tem gente que acredita nas crenças de antigamente. Ouvimos histórias de alguns que disseram ter visto assombrações como o Lobisomem e o Saci Pererê. Depois, fizemos nosso trabalho para apresentação para a turma. Usamos slides, com as fotos e identificação das pessoas entrevistadas, descrição das pesquisas e fizemos uma janela de papelão com todas as informações conseguidas.”

Liliane Dias da Silva, 16 anos, foi jovem aprendiz em 2018 do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal em Boqueirão do Leão (RS).

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