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Nas ondas do rádio, egressas do programa de aprendizagem dão seu recado

06.11.2018

Programa “Nós por Elas – A voz feminina do campo” oferece a meninas adolescentes que vivem em localidades rurais a oportunidade de capacitação em comunicação

Novembro 2018 – Garotas adolescentes que vivem em localidades rurais do Vale do Rio Pardo (RS) estão divulgando suas reflexões e pesquisas em programas de rádio. Elas fazem parte do Programa “Nós por Elas – A voz feminina do campo”, que tem o objetivo de capacitar em comunicação jovens egressas do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal.

A ação, realizada em parceria com o curso de Comunicação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), tem foco em pesquisas sobre temas relevantes para a juventude rural e na produção e gravação de boletins de rádio para veiculação em mídias sociais e em programas de entidades parceiras do Instituto. Para viabilizar a participação das meninas, elas recebem bolsas de estudo do Instituto. As atividades do projeto em 2018 começaram em setembro e reúnem cinco jovens, sendo três de Vale do Sol, uma de Vera Cruz e uma de Venâncio Aires.

Depois de pesquisar sobre a mulher no mercado de trabalho, elas já gravaram o primeiro programa de rádio no estúdio da Unisc, com apoio dos profissionais da universidade. Após estudar os temas escolhidos por elas, o material é compilado e transformado em programas de rádio e conteúdo para a internet (ver abaixo link do boletim). A educadora social que coordena as oficinas, Ana Paula Justen, explica que, com atividades até o final de novembro, estão planejados programas sobre outros aspectos da condição feminina e sobre trabalho infantil.

Conforme a coordenadora do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, o projeto permite às meninas ampliar a visão e compreensão do mundo e de suas comunidades. “Elas adquirem mais consciência do seu papel como mulheres do meio rural e de que possuem condições para transformar o seu meio e evoluir como cidadãs”, diz. Atualmente, o projeto está em sua segunda edição. A primeira foi realizada de setembro a dezembro de 2017, reunindo 13 garotas.

Para as meninas, a experiência de sair das localidades rurais e passar as tardes na universidade pesquisando e gravando suas mensagens para o mundo é desafiadora e instigante. Segundo Maiara Danielle Rohloff, de Linha Taquari Mirim, Venâncio Aires, a experiência está sendo muito boa por causa da diversidade de aprendizagens. Eduarda Rodrigues de Oliveira, de Linha Tapera, Vera Cruz, acrescenta que as experiências estão sendo muito agradáveis. “É uma oportunidade de me preparar para o mercado de trabalho, pois estou desenvolvendo a desinibição”, diz.

Já Jéssica Voeltz, de Alto Castelhano, Vale do Sol, ressalta que a atividade no estúdio de rádio da universidade é algo inédito para ela. Fabiane Marinês Schlittler, de Rio-Pardense, Vale do Sol, classifica a experiência como fantástica. “Eu já pensava em trabalhar com fotografia, e agora quero fazer faculdade de comunicação”, diz. E Pâmela Cristina Guedes, de Faxinal de Dentro, Vale do Sol, lembra que a oportunidade de participar do curso de comunicação lhe dá vantagens competitivas. “Quando eu for procurar trabalho, ter um curso voltado à comunicação vai fazer a diferença”.

Quem, são as donas da voz de 2018:
– Pâmela Cristina Guedes, 17 anos, da localidade de Faxinal de Dentro, Vale do Sol (RS)
– Fabiane Marinês Schlittler, 18 anos, da localidade de Rio-Pardense, Vale do Sol (RS)
– Maiara Danielle Rohloff, 17 anos, de Linha Taquari Mirim, Venâncio Aires (RS)
– Eduarda Rodrigues de Oliveira, 19 anos, de Linha Tapera, Vera Cruz (RS)
– Jéssica Voeltz, 17 anos, de Alto Castelhano, Vale do Sol (RS)

SAIBA MAIS – O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015 e em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural, oferecendo a jovens rurais o curso de Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural. Na primeira edição do programa, 84 jovens aprendizes de cinco municípios gaúchos receberam seus certificados. Atualmente, 122 jovens de sete municípios estão participando do curso. Pioneiro, o programa segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005). Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira, em suas comunidades e em saídas de estudo. O Programa Nós por Elas – A voz feminina do campo é direcionado a egressas do programa de aprendizagem para que elas ampliem a reflexão sobre o papel da mulher no campo e no mundo e contribuam com a comunidade por meio da comunicação de jovem para jovem.

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FOTOS
Crédito fotos: Junio Nunes

Contato com a imprensa:

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